Como você deixa seus jogadores empolgados?

Radasgast, o Marrom.

Khazâd ai-mênu! Se você trabalha, tem filhos e joga RPG sabe que muitas vezes é fica impossível manter o jogo rolando todos os dias, aquela sessão semanal acaba virando quinzenal, mensal e algumas vezes fica meses sem acontecer. Como vocês fazem para inspirar os jogadores após tanto tempo sem jogar?

Eu tento recolocar meus jogadores no mundo da imaginação que estávamos muito felizes em curtir, por isso mando um e-mail com algumas descrições relacionando o último encontro que tiveram, dessa forma além de entrarem no mundinho do jogo eles também lembram do que aconteceu dois meses antes.

Quem joga The One Ring talvez conheça a campanha Darkening of Mirkwood (espero falar dela aqui em outro post), nesta campanha os personagens acabam viajando até Rhosgobel, cidade dos Woodmen habitada também por Radagast, o Marrom. Foi logo após chegarem lá que minha campanha acabou tirando férias involuntárias, Segue o que mandei para os meus jogadores:

“As orquídeas muitas vezes são consideradas arrogantes e mesquinhas, mas essa presunção não poderia estar mais enganada” disse Radagast enquanto aguava uma flor dessa espécie que vivia confortavelmente numa árvore que crescia, cheia de curvas para o alto, como se parece dar sustentação a cabana do sábio. Na verdade, era muito difícil dizer o que sustentava o que em sua casa, parecia que um amaranhado de cipós, trepadeiras e musgos cresciam de forma controlada exibindo formatos típicos de uma casa, como um janela, uma porta e até uma varanda. A construção não era graciosa como as construções élficas de Esgaroth, era algo rústico e não demorava muito para um bom observador ver entrar e sair das entranhas daquela casa viva esquilos, pássaros, besouros e muito mais, como se fizessem parte da casa.

“São novos tempos sem a opressão de Dol Guldur e a desolação do Dragão, não é mesmo?” Enquanto dizia sua última frase o velho excêntrico pareceu hesitar, observou curioso cada um de vocês buscando respostas em seus olhares. “Ninguém está preocupado com as sombras do passado, foram poucos anos atrás e já parece um passado longínquo”. Uma serpente verde viva que parecia não existir momentos antes escorrega lentamente de uma das trepadeiras para uma das mãos de Radagast, “As serpentes atacam justamente quando passam-se despercebidas” diz em tom de profecia enquanto olha para a pequena criatura.

E vocês, o que fazem?

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